quarta-feira, 23 de maio de 2012


                        23 de maio de 2012
     19h49min, é como se não houvesse mais o amanhã, é como se... Não precisasse existir mais nada. Porque disse aquelas coisas, se você sabe que eu nunca demonstrei e nem falei nenhuma delas? Por que... Está fazendo isso? O que foi que deu errado dessa vez? Está fazendo isso por que alguém lhe falou algo? Ou... Por que está tentando lhe proteger, e me proteger...? Errado, não é...? Eu pensei errado novamente. Céus! Quantas perguntas eu estou fazendo ao vento. Não vou ter as respostas que quero! Não agora. Está tarde para continuar de olhos abertos, está tarde para... Se dar conta de que tudo o que disse foi verdade, mas não está tarde para sorrir.
    Não para que continuar. Quantas pessoas vão ler e pensar: “O que houve?” ou “Que dramático.” Não importa o que pensem. O que digam. O que me importa é... Acreditar em mim. Por favor... Se ela... Estiver lendo, que... Lembre-se que tudo o que eu falei, foi verdade. E sempre vai ser.

   Não sei se... Vai ser o último post. Mas... Creio que sim. Se não for... Amanhã lhes trago outro textinho, e mais sentimentos.

                                                                                                                     Angel.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

                              21 de maio de 2012
    14h22min, às vezes parece que as estrelas nunca vão estar perto o suficiente para que possamos alcança-las e em uma fração de segundos pedir que tudo volte ao normal. Se é que um dia já foi assim. Parece que... A lua nunca vai tocar o mar, e a satisfação das águas gélidas, vai ser sempre ter o reflexo da lua acariciando-lhe as ondas que começam no fim e terminam no começo. 
    
    Perdão ter sumido de uma hora para outra e não ter postado mais nada, assim de repente. Sinto muito. Mas... As coisas não estão faceis e sinceramente... Nunca esperei que fossem.

                                                                                                      Angel.      

segunda-feira, 14 de maio de 2012

     05h50min adoraria estar agora, na beira da praia agora, observando as ondas do mar, quebrarem-se pouco a pouco, enquanto talvez brincasse com a areia, não tão fina, e nem tão grossa que permaneceria ali, como sempre. Hey... O dia está se abrindo cada vez mais. Está ficando bonito. Mas... Por favor, dai-me um motivo para sorrir, neste momento. Agora as luzes da praça, e das ruas não serão mais precisas, ao menos até que o sol se esconda novamente para nos trazer mais uma noite.

    As vezes o turbilhão de pensamentos é tanto, que você precisa parar tudo o que está fazendo e chorar. Chorar para eliminar a dor, e em segundos sorrir para mostrar felicidade. Onde vamos parar com sorrisos falsos e sentimentos escondidos? E... Onde vamos chegar com orgulho e arrogância?

       
                                                                                               Angel.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

                                       7 de janeiro de 2011  
         - 
O que queres ser pequena? - Minha professora, sorriu para mim, olhando-me com a forma calma e serena de sempre. Parei de copiar a matéria que a mesma havia dado para erguer meu rosto, encarando-a e piscando antes de deixar minha voz fazer-se presente.  - Cantora. Eu quero ser cantora. - Vi a face da mulher contorcer-se em desgosto por ter escutado tal coisa, mas afinal, eu não poderia dizer-lhe o que queria ouvir e sim o que queria ser.  A voz grave, um tanto alterada cortou o silêncio da sala. Os olhares voltados para mim. - Porque queres ser algo tão insignificante? - Ao dizer aquelas palavras tão grossas levantei-me retirando os óculos e meus olhos não podiam esconder tal magoa quando minha voz fez-se novamente presente. -
 Apesar do mundo cruel em que vivo, eu ainda possuo sonhos.


  
Se cada sonho or desistido na primeira tentativa que der errado, onde vamos parar a não ser nas lamentações de não ter arriscado mais?



                                                                                             Angel.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

     Quais seriam as chances de sair daqui? Quais são os motivos de querer sair daqui? Pelo fato de que cada um se mata aos poucos e que os mesmos se machucam a cada dia... É tão... Fútil! Os adultos falam que os adolescentes possuem erros, falhas e futilezas, mas quem são eles para dizerem isso? Eles mesmos tem falhas, erros e as futilezas que escondem. Mas afinal... Quem sou eu para estar escrevendo isso se eu mesma tenho minhas futilidades  e erros? Eu os reconheço, apenas não sei minhas qualidades.
     Cada sorriso é doloroso por se falso, por ser forçado, por machucar cada dia mais. Mas... Não tem preço, eu estar pondo sentimentos em uma folha de caderno qualquer.

     Como se não fosse o bastante, eu achei mais um fragmento de minhas memórias que começaram hoje e que provavelmente não vão acabar amanhã por serem lembranças que o coração guarda, que a memória recorda e que o sorriso denuncia. 

                                                                                   Angel.    
                                10 de maio de 2012
    Não sei quem realmente eu sou, mas sei quem fui, cada detalhe é tão... Doloroso. Porque me fizeram assim? Porque me torturaram daquela maneira? Cada dia que se passa parece que... Não é nada, apenas... O mesmo dia, com as datas diferentes, horas iguais e a mesma rotina cansativa de sempre.
      Talvez cada lembrança seja fruto da imaginação fértil qye possuo... Quem sabe isso não é um sonho...?
      Quem nunca sonhou em ser algo...? Quem nunca pensa em sair desse mundo e ir para os dos sonhos? Para que viver em um mundo perfeito se vamos enjoar, e se vamos ficar com vontade de sair de lá pelo fato de ficar tão repugnante por ser tudo igual.  É melhor ficar na realidade, com os pés no chão e o coração nas mãos, sem medo, sem... Dor e sem magoa. 

    E esse texto, pode apenas passar por nada, se não entenderem o real significado de escrever com o coração.
   
                                                                                                    Angel.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

                        18 de dezembro de 2011
       
02h36min, minha voz ecoa aos cantos do quarto, como se quisesse se libertar das pessoas, e as minhas mãos digitam algo qualquer, que vem a cabeça, quase vazia se não fosse alguns pensamentos atormentando-a aos poucos. Os barulhos vão diminuindo, e aos poucos como se alguém estivesse tirado à música, apenas minha voz fica ali, com o ritmo certo, e com a letra igualmente correta. Eu estaria em um palco no momento, mostrando a minha voz a milhares de pessoas, tentando aos poucos mudar o mundo para melhor, com a minha música, ou em uma cadeira com um computador a frente, escrevendo, para continuar os capítulos da minha história, relatar as aventuras de uma jovem adolescente que esta ainda tentando fugir do mundo em que vive para mostrar aos outros o poder de um sorriso. E fixo o olhar na parede, sorrindo imaginando como seria, ou melhor, como vai ser quando isso acontecer.  

        Quem sabe a música não seja a única salvação dos medos e das dores. No momento em que fecha os olhos para sentir a melodia, para sorrir com a letra, para sonhar a cada minuto da música, é um pedacinho que se reconstitui, é um pouquinho de si que sorri. É o começo de uma nova esperança.

                                                                                              Angel.